sábado, 24 de maio de 2014

Informações sobre a segunda biometria

 A segunda biometria, realizada ontem, no dia 23/05 nos mostrou um resultado não significativo, em termos estatísticos, ou seja, não houve relevância em relação aos dados obtidos na primeira biometria e na segunda. Como o tempo de alimentação dos peixes com patê foi bastante curto, não houve período suficiente para avaliarmos o efeito das três dietas sobre o escore corporal. Desta maneira, a biometria nos serviu apenas como uma informação a mais a qual não precisávamos no momento, já que não nos serviu para muita coisa(apenas para matarmos a nossa curiosidade mesmo).
 A seguir está a planilha de comparação entre peso inicial e final dos pares. A planilha sobre mensuração não será inserida, devido contratempos.

AQUÁRIO
PESO INICIAL FÊMEA (g)
PESO Final FÊMEA (g)
1
4,07
4,07
2
3,03
2,95
3
3,75
3,78
4
3,27
3,34
5
2,53
2,55
6
3,69
3,64
7
2,34
2,57
8
2,66
2,74
9
2,02
1,72
10
2,59
2,73
11
1,29
1,79
12
3,07
3,32
13
2,99
3,31
14
3,17
3,21
15
3,35
3,28
16
2,55
2,81
17
3,99
4,21
18
2,97
3,09
MÉDIA
2,96
3,062
SOMA
6,024
15% da Soma
0,778

Observe que pouca coisa mudou em relação a média do peso das fêmeas, o que não é considerado como sendo relevante, uma vez que as pequenas diferenças também podem ser fruto de erros na pesagem, relacionados a presença de gotas d´ água na balança ou a uma tara não devidamente realizada.

AQUÁRIO
PESO INICIAL MACHO (g)
PESO Final Macho (g)
1
2,05
1,95
2
2,84
2,42
3
3,21
3,07
4
2,84
2,73
5
2,56
1,94
6
2,64
2,76
7
1,00
1,25
8
2,34
2,39
9
1,43
1,65
10
2,38
2,31
11
1,05
1,72
12
2,33
2,53
13
2,86
2,49
14
2,14
2,49
15
2,11
2,11
16
1,92
1,78
17
1,88
1,81
18
2,48
2,59
MÉDIA
2,23
2,222
SOMA
4,447
15% da Soma
0,778

O mesmo padrão para as fêmeas pode ser visto nos machos, sofrendo as mesmas influências já citadas anteriormente.
Em relação as mensurações, que não serão apresentadas aqui devido alguns contratempos, não houve diferenças de tamanho entre a primeira e a segunda biometria, o que é devido ao fato destes animais já terem estabelecidos suas devidas hierarquias, as quais influenciarão para que cresçam menos de agora em diante.

Mande suas duvidas e sugestões nos comentários ou para o e-mail estudandonemos@gmail.com

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Dieta P3 refeita

Após menos de 1 mês de utilização tivemos necessidade de refazer o patê P3. 
Mesmo considerando que alguns cubinhos foram submetidos ao teste bromatológico e que assim não podiam ser mais reutilizados(conforme se percebe pelas imagens da postagem anterior), pudemos notar que algo em sua consistência não estava adequado desde a primeira vez.
Ao refazermos pela segunda vez, aumentamos um pouco a quantidade de carne(filé de pescada, camarão e lula) e diminuímos a quantidade de Cyclop- Eeze e spirulina.
Ao fim, pudemos notar uma dieta um pouco mais consistente, embora ainda um tanto quanto pastosa. 



quinta-feira, 15 de maio de 2014

Teste Bromatológico

Encasquetadas com a composição de nossos patês, fizemos uma análise bromatólogica( análise que avalia as substâncias nutritivas dos alimentos fornecidos aos nossos peixes) no nosso projeto, com o intuito de ganharmos informações sobre a eficiência dos nossos patês sobre os peixes palhaços.
A análise foi realizada no LABZOO- Laboratório de Nutrição Animal, na Universidade Federal do Paraná. Lá os patês congelados foram pesados e então levados para uma estufa, onde foram secados por um dia e meio. A seguir estão os valores com placa vazia(referente a placa onde os patês foram pesados) e da placa com patê, sendo possível notar que alguns patês exigiram mais de um cubo para análise, pois apresentavam muita umidade. O valor de matéria seca obtida nas amostras(que são úmidas) também está abaixo.

DIETA
PLACA VAZIA (gramas)
PLACA COM PATÊ (gramas)
P1
42,9366
46,0957
P1 A
60,5825
46,7151
P2
61,3942
28,2322
P2 A
56,6006
25,2075
P2 B
69,2588
27,2231
P3
62,7169
31,438
P3 A
57,9956
18,864
P3 B
59,1608
21,1464

TOTAL MS(%)
20,3422
20,3801
8,94156
8,68035
8,68894
15,5649
15,0938
15,1865

Após passarem pela estufa, os patês foram macerados até virarem pó.

Dietas saídas da estufa





As amostras foram então pesadas e destinadas a uma análise que durou uma semana. Os seguintes componentes foram requisitados:



RESULTADOS
Dieta P1:

Entre os três pates, foi o P1 que mostrou os melhores dados. Seu conteúdo de proteína foi menos elevado que os demais patês, embora ainda ultrapasse o proposto por Wilkerson (2003), de 50 a 60%.  Dos três patês o P1 foi também o que apresentou mais extrato étereo(lipídeos).

Dieta P2:

O patê P2, que tem como particularidade a alga nori e o complexo vitamínico, apresentou uma porcentagem bem elevada de proteínas(até porque a alga dá uma grande contribuição nesse ponto) e em compensação uma concentração baixíssima de lipídeos, o que pode ser devido os ingredientes, que apresentam porções mais razoáveis.

Dieta P3:

O patê P3 também apresentou porcentagem alta de proteína e poucos lipídeos, o que até nos surpreendeu, uma vez que esse patê tem na composição o Cyclop-Eeze, rico em ácidos graxos essenciais. Como produtos liofilizados requerem pouco aquecimento, isso talvez esteja relacionado, já que a temperatura em estufas é bem alta.

Sobre os resultados, em conversa com a professora Ananda Félix, a quem mostramos nossas análises, notamos que alguns valores ali podem ser questionáveis, como por exemplo o de Fibra Bruta, que apareceu totalmente zerado. Isso é devido aos procedimentos não eficientes que ainda são utilizados para a quantificação de fibras nas dietas, o que acaba subestimando os valores reais.
Infelizmente, a análise realizada no nosso projeto é bastante inconclusiva para chegarmos a um resultado. Análises de perfil de aminoácidos seriam bons complementos, assim como  a quantificação de ácidos graxos essenciais e outros elementos, o que nos daria dados mais completos para conclusão. Além disso, houve muito pouco tempo para avaliarmos o efeito destes três patês nos peixes palhaços, o que não permite análises conclusivas corretas.

Mande suas duvidas e sugestões para estudandonemos@gmail.com ou nos envie por comentário. 



terça-feira, 6 de maio de 2014

Mudanças no direcionamento do projeto

Passamos por uma fase delicada.
O fato de não conseguirmos nenhuma desova não é mais surpresa alguma. De uma dúvida causada por falta de informações(sim, nós não estávamos devidamente informadas quando propormos esse projeto) temos agora uma certeza que o que foi proposto não será atingido naturalmente no prazo de forma alguma. 
O problema poderia ter sido evitado? Com certeza se tivéssemos estudado o assunto com muito mais afinco, e não apenas superficialmente, veríamos que a nossa proposta de projeto é deveras abrangente e com requisitos improváveis para um período de tempo curto demais. Com um pouco mais de informação, com certeza teríamos sugerido um tema um pouco menos extenso.
Bem, agora é tarde e tudo que nos resta é trabalhar com o que temos, pois não queremos desistir facilmente diante da presença de obstáculos.


Não é segredo que caminhamos por caminhos totalmente errados durante o período de execução projeto. Também não é segredo algum que nos desesperamos mais do que fizemos realmente. Ao nos confrontarmos com contratempos perdemos muitas vezes o nosso rumo, uma vez que nossas análises até o momento foram monótonas e repetitivas, não indo nem pra frente e nem para trás. E o pior: elas não diziam quase absolutamente nada do que deveriam! 
Fizemos análises comportamentais apenas durante a alimentação dos peixes palhaços e nada além disso durante um bom tempo. Dias e mais dias fazendo e no fim percebemos que algo não estava correto... e era o fato de que algumas coisas que analisamos não eram nada conclusivas para o objetivo do nosso projeto. Do que adianta avaliar apenas o comportamento na alimentação? O que ele diz respeito com a formação de casais? MUITO POUCO! 
Ou seja, tempo perdido!
Nossa oportunidade no trabalho é agora questões comportamentais, até mesmo pois percebemos alguns comportamentos que se manifestam na hora da alimentação, como a própria agressividade. Porém, o nosso foco inicial, que era um trabalho apenas em cima da reprodução, se tornou agora algo extremamente complicado, por um erro nosso. Se tivéssemos entendido mais cedo do que se trata esse projeto, teríamos lidado com mais facilidade com nossos problemas. 
No fim, fazer esse projeto foi uma nova lição: de responsabilidade, comprometimento, crescimento pessoal e aprendizado profissional. Há males que vem para o bem, e podemos dizer hoje que aprendemos muito com os nossos erros.
A dica para quem se envolver em estudos é nunca vacilar com todos os requisitos que se impôs, afinal, o projeto é fruto de um pensamento pessoal, ou seja, é você quem o criou e portanto deve ter responsabilidades sobre ele.

Se quiser compartilhar uma de suas experiências ou então deixar sugestões, deixe um comentário ou então entre em contato conosco pelo e-mail estudandonemos@gmail.com

sábado, 3 de maio de 2014

As artêmias que não deram certo


A artêmia é um crustáceo de água salgada. Suporta uma variedade de temperaturas, desde 5ºC a 40ºC, embora tenha crescimento melhor na faixa de 25ºC à 28ºC. É também tolerante a mudanças na salinidade e a baixos teores de oxigênio dissolvido na água.
É sensível a luz, exigindo certa exposição a ela durante a fase de eclosão dos cistos.
A artêmia passa por quatro fases: cisto, náuplio e jovem. Na fase de cisto, possui de 0,2 a 0,3 mm; náuplio de 0,45 mm a 0,1 mm; jovem de 5 mm a 6 mm; e adulta de 15 a 16 mm, onde atingem a maturidade sexual com duas semanas.
É interessante citarmos que a introdução das artêmias no nosso projeto foi puramente com o objetivo de avaliar o comportamento predatório dos peixes palhaços quando recebem um alimento vivo, já que esse crustáceo é dado aos animais na sua forma viva, tal como ocorre na natureza. Porém, devido erros, acabamos cortando essa etapa do projeto.
A eclosão dos cistos de artêmia foi realizada duas vezes no nosso estudo. A primeira, feita mais em forma de teste pela Ana, foi importante para verificarmos se os métodos de eclosão estavam certos. Vimos que realmente estavam quando houve a eclosão destes crustáceos(mesmo não sendo de 100%) na primeira tentativa, porém, após 3 dias essas artêmias acabaram morrendo devido um nível alto de amônia no ambiente em que estavam(água salgada com boa aeração). A possível causa disso foi uma mudança repentina na alimentação das artêmias, que passaram da alga spirulina para a Chlorella por nossa decisão, pois a Chrolella apresenta melhores valores nutricionais e que consequentemente seriam transmitidos aos peixes palhaços quando houvesse a predação das artêmias.


Passo a passo até a eclosão de artêmia, conforme GIA(valores para 100g de cistos).


A nossa segunda tentativa foi um pouco mais bem sucedida em relação a duração, embora não tenhamos conseguido atingir o que realmente queríamos ao fim.
Com a experiência que obtivemos nessa fase do estudo, percebemos que o processo de eclosão de artêmias é um pouco trabalhoso, além de exigir bastante paciência. Abaixo se encontram algumas fotos do processo.

Etapa de encapsulação:  Lavagem de cistos com água para retirada do cheiro de cloro.



Etapa de eclosão: exposição de artêmias a luminosidade e a aeração.  Deve ser aguardado o tempo

As artêmias foram mudadas para o laboratório do nosso estudo e colocadas em um tambor com exposição a luz e aeração, para que ocorresse a eclosão. O resultado desta tentativa pode ser visto no vídeo abaixo:

Artêmias se movendo. Há também alguns cistos.

Após algumas horas, mudamos as artêmias de tambor novamente, para um onde elas ficariam permanentemente desde então. No entanto, ao não observamos evolução alguma no crescimento delas após 3 semanas as retiramos definitivamente do estudo. Vale ressaltar que alimentamos esses crustáceos apenas com a spirulina(em pó), que era dissolvida em 250 mL de água salgada e então homogenizada. 


Sujeira e cistos não- eclodidos no tambor onde artêmias estavam

Nenhuma artêmia restou 


Acreditamos a alimentação fornecida não atendeu devidamente as artêmias, o que foi ocasionado por um erro nosso, já que falhamos em resolver o problema assim que não detectamos o crescimento destes crustáceos.

REFERÊNCIAS:
http://nazonaentremares.files.wordpress.com/2011/06/artemia-salina.pdf
AGRADECIMENTOS: Ana Silvia Pedrazzani, que nos ensinou como eclodir as artêmias.

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